No mês de setembro, o RN foi o único estado brasileiro sem aumento no consumo de energia

Em setembro, o Rio Grande do Norte destacou-se como o único estado brasileiro que não registrou um aumento no consumo de energia elétrica, com uma demanda 2,1% menor em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse contraste é atribuído à maior precipitação de chuvas na região, que mitigou a necessidade de uso de ar-condicionado e resfriamento. Enquanto isso, a maior parte do país testemunhou aumentos expressivos no consumo, com as maiores taxas registradas no Maranhão (21,8%), Rio de Janeiro (18,6%) e Acre (18,3%).

Esses dados preliminares são fornecidos pelo Boletim InfoMercado Quinzenal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que monitora em tempo real a demanda e oferta de energia em todo o Brasil. A onda de calor levou o país a encerrar o mês com uma carga de 68.306 megawatts médios, um aumento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Parte significativa desse aumento, 43.091 MW médios, foi direcionada para o mercado regulado, onde residências e pequenas e médias empresas são consumidores. Este aumento foi impulsionado pelo uso mais frequente de aparelhos de ar-condicionado, devido às temperaturas acima da média em setembro, em comparação ao ano anterior.

O restante, 25.216 MW médios, foi consumido por empresas que compram energia no mercado livre, como a indústria. Nesse ambiente, a demanda está ligada ao desempenho econômico de setores monitorados pela CCEE, com o uso intensivo de equipamentos de resfriamento afetando especialmente os segmentos de comércio e serviços.

Postar um comentário